Após levar pé na bunda, menina carioca vendeu o Nintendo Wii do ex-namorado

A historiadora e DJ - que combinação - Pollyanna Assumpção recentemente ganhou do namorado um inesperado pé na bunda após um ano de namoro. Ela poderia se vingar dumas 12 formas tradicionais que as meninas fazem, mas resolveu inovar e vendeu o Nintendo Wii que o cara esqueceu na casa dela. Não avisou a ele, não marcou dele ir lá buscar de volta nem nada. Só pegou o console e vendeu. E em mais um fantástico PING-PONG no blog da Badalhoca na MTV, você descobre um pouco os detalhes dessa confusa crônica pós-moderna.


Perdeu, playboy

Ronald Rios: Cara… deixa eu ver se entendi: você vendeu o Wii do seu ex-namorado sem a autorização dele?
Polly: Sim.
Ronald Rios: Ah, então eu entendi.
Polly: 700 reais com 5 jogos
Ronald Rios: Fantástico, cara.
Ronald Rios: Quais jogos tinha no Wii?
Polly: Zelda, Sonic, Wii Sports e Smooth Moves. Ah, Mario Party também.
Ronald Rios: Adoro Zelda.
Polly: Todo mundo ama Zelda.
Ronald Rios: Quanto tempo durou entre você terminar com ele e vender?
Polly: 2 meses. Cravados.
Ronald Rios: E ele nunca pediu o videogame de volta?
Polly: Nada. Ele sabe que se fizer isso, vai dar merda. Tenho mil coisas dele que ele nunca pediu de volta. Roupas, videogames, dvds, acessórios de PC.
Ronald Rios: Tem algo seu com ele?
Polly: Nada. Aliás, minto… uma calcinha, um par de meias e um All Star velho.
Ronald Rios: E por que ele nunca pediu de volta as posses dele?
Polly: Porque a pessoa tem amor à vida, né?
Ronald Rios: Como assim?
Polly: Vamos combinar que o mané mereceu…
Ronald Rios: Explica.
Polly: Em um ano de namoro… eu cozinhei, dormi mal, fiz compras do mês do Extra… aprendi a diferenciar produtos de limpeza.
Ronald Rios: (Quieto, só ouvindo)
Polly: Comemorei meu aniversário de 1 ano de namoro no restaurante mais caro do Rio… Regina Casé tava na mesa do lado. E uma semana depois ele entra no MSN e diz “Hoje eu queria ir na Veneno (festa da Casa da Matriz, boate carioca), mas você não ia gostar. Estou me sentindo preso, tchau.” Tipo, QUÊ?


Legenda para quem não sabe ler

Ronald Rios: Cara, todo mundo gosta da Regina Casé.. maneiro esse seu almoço ao lado dela. Mas por que você acha que ele não gostava mais de você na semana seguinte? Outra gata na jogada? Talvez Regina Casé?
Polly: (Rindo) Olha, ainda sou mais magra que a Regina. Eu não sei até hoje. Ele surtou completamente. Eu acho que ele achou que eu queria casar. Cara, eu não quero casar. Eu faço festas… e olha, antes eu tivesse sido trocada pela Regina Casé. Ou qualquer outra mulher. O cara entrou numas de jogar RPG toda semana e eu fui trocada por RPG.
Ronald Rios: Bom, as possibilidades que um jogo de RPG têm são de fato grandes. São várias magias, mundos e povos a serem explorados. Mas Polly, tipo, você não queria casar? Sinceridade aqui, ninguém tá nos vendo.
Polly: Toda mulher quer casar… mas não agora. Não antes dos 30. Eu tô no auge. Tô na PUC, comecei agora. Tenho minhas festas, tô bem no emprego… só queria namorar normal.
Ronald Rios: Entendi. Me diz uma coisa: como você anunciou o videogame? Ele ficou sabendo disso?
Polly: Certeza que ele soube. Ele super me stalkeia. Mas sério… eu tomo 50mg de Prozac por dia… você terminaria comigo via MSN e viria atrás de mim buscar seu Wii?
Ronald Rios: Cara… eu não sei o que eu faria. Prefiro não me comprometer. Tô só tirando a foto desse urubu agourando a criança africana!
Polly: Bela analogia.
Ronald Rios: Obrigado. Saber é poder. Aê: você disse que tem mais coisas dele… tá vendendo algo? Quer anunciar algo aqui na nossa página?
Polly: Quem quiser um Game Boy Advance SP com Super Mário e Pokemon, estamos aê. Já os dvds e a camisa do The Clash que ele amava, vai ficar pra mim.
Ronald Rios: Tem Super Mario? Eu adoro Mario, cara… depois falamos melhor sobre isso. Você disse que levou 2 meses após o fim do namoro para vender o Wii. Por que demorou esse tempo? Esperou para ver se ele ia voltar? Esperou para ver se passava a vontade de se vingar?
Polly: Capciosa, hein… cara, várias coisas. A primeira vez que ele terminou, eu também fiquei com o Wii, mas ele voltou 1 mês depois. Dessa vez eu tinha certeza que não ia aceitar a volta, mas eu queria saber onde eu tava pisando mesmo assim. Me livrar do Wii só depois de 2 meses foi ótimo para minha saúde mental. Necessidade do dinheiro e certeza de vingança! Porque se eu vendo uma semana depois do término, eu iria sofrer. Hoje não sofro mais, só me divirto.


Vitória, enfim.

Ronald Rios: Foi plena a vingança então?
Polly: Sim. Melhor só se ele morresse.
Ronald Rios: Cara, levando em conta suas atitudes, eu não me surpreenderia se isso acontecesse!
Polly: Nunca se surpreenda.
Ronald Rios: Alguma palavra de ordem e calma para as meninas que sofreram situações como a sua e não estão com o Wii do ex-namorado em casa para vender?
Polly: Liga dizendo que tá grávida. Eu mandei um SMS e ele quase morreu. (Ri de forma meio macabra)
Ronald Rios: Cara… eu vou querer um pouco desse Prozac também!
E assim terminamos mais um PING-PONG no blog da Badalhoca, com mais uma história que só pode acontecer no Rio de Janeiro. Mas não nesse Rio de Janeiro onde eu estou somente, eu falo no Estado Mental do Rio de Janeiro, o RJ State of Mind. Pode acontecer no seu Rio de Janeiro, seja lá aonde ele for.
Mano, esse Prozac é o canal.
Ah! A Polly toca uma festa muito legal aqui em Botafogo, no Rio, CONFIRA:

Polly no Twitter: @pollysa

Conheça a agência de publicidade de Ronald Rios

Outro dia, um brother meu disse de brincadeira, que ia se matar por causa do fim do Oasis. Na hora tive a ideia de um modelo de negócios inovador. Venham comigo porque a paranoia é delirante.

Uma agência de publicidade com convênio com o CVV. CVV é o Centro de Valorização a Vida, aquele serviço para onde você telefona quando está pensando em se matar, saca? Você tá cheio de problemas, já preparou o chumbinho (ineficaz, a vizinha já tentou várias vezes), a faca (meio bolado, tem que ter convicção), o revólver (eficaz, mas difícil de arrumar), o prédio de 20 andares (já vi gente pulando do 11º e sobrevivendo - então se forem pular dum prédio, pulem de um prédio em que a única chance de você sobreviver é caso um URUBU te salve), enfim, tantas possibilidades de sair fora… daí você já está com uma escolhida e liga para o CVV naquele desespero, pensando: “Eu vou cometer uma besteira” e outras coisas que só acontecem em novela. Aí o que faz o CVV? No CVV as atendentes não tentam fazer você comprar um plano de telefonia móvel com minutos grátis para fixo e para a operadora do seu telefone no fim de semana. Não, não. Lá eles só tentam fazer com que você não se mate. É um grande serviço!

Já agências de publicidades são empresas que vendem ideias sobre o mundo que eventualmente podem fazer com que você se mate mesmo.

Beleza, todos os ingredientes forem conceituados? Vamos ao resultado dessa fórmula!

Tipo, o CVV consegue sucesso em boa parte dos seus casos. 2 tipos de pessoas ligam para o serviço:

1) moleques entediados passando trote;

2) gente que só precisa de um estímulo para NÃO fazer isso. O cara só quer uma palavra de conforto, yada yada yada, e aí desiste. Tipo, se o cara liga para um serviço desse tipo, é porque provavelmente não está tãooo certo assim de que vai se matar.

Mas se nem o LeBron James consegue pegar todos os rebotes, é lógico que o CVV não acerta em todas também. E é com essa pequena taxa de pessoas que essa minha agência (estou chamando de DIE HARD por enquanto) trabalharia.

Toda vez que um caso fosse detectado pelo CVV como irremediável, sabe, quando o atendente fala “Não tem jeito! Esse cara VAI se matar”, ele encaminha a ligação pra a DIE HARD, que conversa com o nosso amigo suicida para propôr um contrato verbal que garanta uma série de bens que o suicida tenha interesse - alguma coisa que ele queria fazer ANTES de morrer, ou então algo para sua família, amigos, etc - em troca do suicida fazer uma suicide note - aquelas cartas explicando porque você tá se matando - deixando como motivo principal algo do interesse de algum dos clientes da agência.

Por exemplo: a Sony/BMG poderia contratar o meu amigo caso ele se matasse. Eles garatem algo bom para eles, em troca dum bilhete “Não aguento um mundo onde Noel e Liam não estão juntos, ABS - Bernardo Zirpoli.” Imagina o VIRAL que isso seria. Ia vender cd pra caralho. Capaz da banda voltar e tudo.

Para produtores de tv é uma boa também. Tipo, o canal americano CW acabou de cancelar o Everybody Hates Chris. Seriado maneiro, achei uma pena o cancelamento. Então os produtores do programa - Ali LeRoi e Chris Rock - poderiam contratar a DIE HARD para pedirem para que algum possível suicida da noite fizesse uma suicide note dizendo assim: “Não é verdade isso de que todo mundo odeia o Chris! Eu amo o Chris. Mas sem Chris, eu odeio a vida.”

Cara, são tantas possibilidades. Pensem nisso. Quem tiver algum dinheiro sobrando e quiser investir nessa ideia, é só falar comigo. Vamos transar ideias.

E embora a minha agência pareça um pouquinho cruel, deixo claro que ela só atenderia casos aonde a pessoa VAI SE MATAR, NÃO IMPORTA O QUE. Ou seja, a gente vai pegar um limão que a vida está nos dando - na verdade, um limão que está nos dando a vida - e fazendo uma limonada disso - fazendo um viral por alguma causa do bem. Ou conta do bem.

PS - Os atendentes do CVV não receberiam comissão por suicida transferido para a agência. Senão aconteceriam coisas do tipo:

- Alô!

- CVV, quem fala?

- CVV? Ih, não, foi engano… devo ter discado errado. Queria ligar pro meu irmão pra marcar um futebol amanhã. Desculpa aí, amigo! Té mais!

- Não, ligou errado não, brother! Chega aí, chega aí. Vai dizer que não tá com nenhum problema?

- Pô, problemas todos temos.

- Sim, e você tem mais do que todos!

- Pô, não é bem assim. Não tá fácil pra ninguém, camarada. Mas tenho que ir lá…

- Às vezes você não sente que não há solução para os problemas da sua vida, né?

- Cara…

- Se matar tá na moda, tá todo mundo usando!

- Cara, você tá me assustando.

- Olha, meu nome é Renato, meu ramal é 322. Se você perder no futebol amanhã e ficar chateado com isso, liga para cá e pede pra falar comigo. Abração, brother!

Motivos para não voar de avião

Odeio avião, cara. Não confio. Fico nervoso só de acordar no dia do vôo. O caminho para o aeroporto é sempre cheio de medo e vontade de voltar para casa. Acho que passagem de avião é cara só para o cara não ter como desistir na hora. Então resolvi fazer aqui uma lista com motivos para você não confiar nos aviões também.

#1: CARROS SÃO MAIS SEGUROS QUE UM AVIÃO

Nunca confiei no papo de que avião é o meio de transporte mais seguro. As pessoas dizem que há mais acidentes de carro e ônibus, mas isso simplesmente porque há mais carros e ônibus. Fora que quando um carro bate, morrem 5 pessoas. Se bater em outro, 10. Já quando um avião cai é um verdadeiro genocídio.

E fora que se liga: não tem como um carro cair NO MEIO DO OCEANO.

#2: NAVIOS SÃO MAIS SEGUROS QUE UM AVIÃO

Daí você pensa “Ok, você pode viajar o país de carro, mesmo que demore mais. Mas e quanto a ir para outros continentes, por exemplo?”

R: Navios. Além de serem mais seguros (há bem menos naufrágios acontecendo que quedas de avião), eles trazem uma experiência de uma viagem mais longa, que pode ser convertida em muita diversão com banhos de sol, jogos de azar e shows de música. No avião eles passam alguma comédia sem palavrões e “cenas pesadas.” É assistir Todo Mundo em Pânico e nunca entender por que diabos aquele cara negro tá com o ouvido machucado. Ou nunca ver a clássica cena da esporrada no teto. Voar de avião é isso aí.

Fora que mesmo quando rola um naufrágio, isso é melhor que uma queda de avião. Os filmes sobre aviões caindo são todos péssimos. Quando um navio afunda, nasce um Titanic.

#3: QUALQUER COISA É MAIS SEGURA QUE UM AVIÃO


Senta aqui no colinho do pai, senta.

#4: CONDIÇÕES CLIMÁTICAS

De carro, a menos que você seja o Rubinho Barrichelo, tanto faz se está chovendo ou não. Ontem eu fiz um vôo de São Paulo para o Rio que sofreu um atraso de três horas para decolar porque as condições climáticas aqui do Rio não eram muito boas. Quando pensei que iriam cancelar o vôo, finalmente anunciaram que iria rolar. Entrei na aeronave, sentei e o piloto veio dar saudações aos passageiros.

“Então… demoramos para sair com essa aeronave… porque… as condições de vôo lá no Santos Dumont não eram muito favoráveis. Mas agora melhorou UM POUCO… e a gente vai fazer o vôo agora. E… vai ficar tudo bem.”

Não via uma pessoa hesitar tanto desde o dia em que caiu o capuz branco do Danilo Gentili.

#5: INFORMAÇÕES DESNECESSÁRIAS

O piloto do avião fica toda hora CONVERSANDO com a gente. Aperta aquele botãozinho dele, você ouve o “TUN-DUM” e ele dá o recado. Informa sobre turbulências, temperatura, etc, etc. O de ontem disse assim, antes de partir com o avião: “Assim que estivermos chegando ao Rio de Janeiro, eu informo para vocês sobre as condições climáticas.”

Tipo, o que eu posso fazer com essa informação, fora MORRER DE MEDO caso seja “Tempo chuvoso”?

E fora que o aviso sonoro que rola quando ele vai falar é o MESMO que rola quando uma das luzes (tipo a de aperte os cintos e tal) acende. Ou seja, ao longo da viagem, tu ouve isso algumas vezes. Às vezes, é um anúncio de que o piloto falará, mas às vezes é só o apito, sem nenhum recado. Eu fico nervoso porque quando só ouço o apito, tenho a sensação de que o piloto apertou o botão e ficou pensando: “Como é que eu vou falar isso?”

#6 ANIMAIS AO REDOR

Passeando de carro, você vê vários cachorros. Cruzando o país de ônibus, você passa por pastos e vê lindas vacas e vários cavalos galopantes. Fazendo um cruzeiro, você vê GOLFINHOS RODANDO, cara! Mas olhando da janela do avião, se você encontrar um pombo, urubu, gaivota ou qualquer outra ave, ENTRE EM PÂNICO PORQUE ELA TÁ PRÓXIMA DA TURBINA E PODE EXPLODIR COM TUDO.

#7: TERRORISTAS

Acho que isso já DESCANSA MEU CASO.

Mané voar. Voar é coisa para urubu! Ou eles estão voando ou estão comendo a carniça de gente que morreu em queda de avião.

Seria a primeira namorada de Ronald Rios portadora de um pênis?

Ronald Rios diz:

fer, ouve essa: há uns 2 meses sonhei com minha primeira namorada

Ronald Rios diz:

tipo, i don’t have feelings for her - at all, saca. não pensava nela há tempos.

Ronald Rios diz:

mas sonhei com ela e tal, nada demais o sonho.

fern diz:

hahaha sei

Ronald Rios diz:

the point is

Ronald Rios diz:

SHE HAD A PENIS @_@

fern diz:

HAHAHHAHAHAHAHAHA

Pois é. Tinha um pênis a menina. No sonho.

Tipo, essa foi a minha primeira namorada. Eu nem lembro porque namorava com ela. E nem falo isso com orgulho, falo porque é a verdade. Ela ia lá em casa - eu morava em outro lugar, por isso o “lá” - e a gente ficava junto. Eu não tentei nada, nem gostava dela - novamente, sem orgulho disso. Quer dizer, né que eu não gostasse, é que eu simplesmente… eu sei lá, eu não ligava. Aquela coisa meio Eric Murphy, de ter que gostar para namorar, eu sempre fui assim. Pode soar bobo, mas é assim que eu venho sendo desde 88. Eu a respeitava, e nunca usei “amor” em vão. E eu acho que isso já era bem mais decente do que os outros rapazes. Às vezes ela amava justamente isso, de ser sincero, e achava que ia me fazer gostar dela um dia, e que tudo seria lindo. Eu ficava com ela porque, bom, eu estava prevendo que nos anos seguintes eu não pegaria ninguém, então seria bom se eu aproveitasse um pouco da adolescência.

A gente terminou meio que ela se dando conta de que não, não ia dar certo, e nunca seria tudo lindo. E foi bom para ela, é sempre bom quando as pessoas se tocam. Para mim foi tranquilo, foi um lance “Ah beleza. Vai lá e tal, se voltar, traz cigarros e jujubas” e a vida continuou. Eu soube que ela ficou abalada - porque ela realmente gostava de mim, infelizmente -, e fui na casa dela um dia, meio que numas de falar “Hey, relaxa aí, companheira. Não é você, sou eu, né.” Aquela merda. E fim.

E a vida continuou.

6 anos depois eu sonho com ela. E ela tem um pênis.

Veja bem, leitor, veja bem. Primeira namorada. Você já pode supor que não houve grande, como posso colocar, exploração de recursos. Então, estudando as possibilidades matemáticas, há a chance dela de fato ter um pênis, e eu simplesmente não saber disso até hoje!

Veja bem, eu estou falando dum travesti agora. A possibilidade da minha primeira namorada ter sido um cara. Isso assustou a merda para fora de mim.

“Ah, foi só um sonho, Ronald!” - você, calmo leitor, pensa.

Sonho, certo. Tem novela que sonho bate! (Baita argumento sólido esse - como sempre você confere aqui nesse espaço.) E mais do que isso, o sonho às vezes é o subconsciente nos avisando de algo que você ignorou! Vai que num daqueles dias em que a gente estava junto, eu simplesmente ignorei qualquer possível volume nas calças dele.

Dela.

Disso.

Agora eu não sei mais.

Tive uma idéia. Procurá-la no orkut! Eu daria uma boa vasculhada nas comunidades. Se encontrasse “Fosfobox”, “Madonna” ou “Placebo”, seria um problema. No álbum, poderia tentar achar um Pomo-de-adão. Poderia ver com quem ela está namorando, ver seus amigos, enfim, várias coisas que iriam me tranquilizar ou me colocar em trauma para sempre.

Daê lembrei do nome da mina. Mas não sabia o sobrenome. Fui falar com a minha mãe:

- Mãe, tu lembra o sobrenome da ******? Era alguma coisa meio italiano.

- *******.

- Isso aí.

Hesitei. Seria uma grande descoberta. Meti na busca do orkut.

E bom… tá com cara de mulher. Tá bonita, tá cheia de amigas no álbum, essas coisas. Tá sem pomo. Mas tá em comunidades como “Gente passiva me irrita” (talvez por isso ela gostasse de mim, pois eu era o ativo). “Mulheres com conteúdo” (que TIPO de conteúdo é o que me preocupa.) e “As evidências não negam!” (as evidências não negam que você tem um imenso caralho.)

Vou ali ficar nessa paranóia para sempre. Até mais.

Motivos para não ter um relógio de pulso

Vários motivos, se liga:

#1: VOCÊ TEM UM CELULAR

Você tem um celular e todo celular tem um relógio! Você não anda por aí com uma calculadora nem com uma agenda, porque tem tudo isso no celular. E olha que essas são funções que você tem que acessar apertando vários botões. O relógio do celular tá ali no começo, na tela inicial. Você olha e TÁ LÁ, simplesmente. Teoricamente você acessa a função RELÓGIO antes da função CELULAR. Pense nisso.

#2: VOCÊ NÃO PODE LIGAR PARA ALGUÉM DO SEU RELÓGIO

Você não pode ligar para alguém do seu relógio - a não ser que você seja o James Bond. Já do seu celular…

#3: VOCÊ NÃO É O JAMES BOND

Não é você

Seu relógio serve para ver as horas e só. Não dá para detonar bombas, fazer ligações, nem controlar carros invisíveis com o seu relógio! Você só pode olhar para ele e falar o seguinte: “Meio-dia.”

Ao contrário de todos os aparelhos tecnológicos que conhecemos, que foram evoluindo se tornando capazes de cumprir as funções de outros aparelhos, o relógio não soube ir fazendo isso muito bem. Agora… QUALQUER COISA adapta um relógio. TV, computador, celular, até MICROONDAS tem relógio, cara. Aonde é que tu vai esquentar seu Hot-Pocket no seu CASIO?

#4: VOCÊ NUNCA PODE SE ATRASAR

Aonde já se viu um cara sem relógio se atrasar? Impossível. Quando seu chefe/namorada perguntar “VOCÊ SABE QUE HORAS SÃO?”, fodeu, porque você SABE.

Daí você pensa”Ué, mas você não disse que tem horas no celular? Eu posso não ter relógio e mesmo assim saber as horas!” Eu disse isso sim, mas você pode alegar que a hora do celular tá errada porque você tirou a bateria e isso DESREGULOU tudo. Ninguém confia na hora do celular.

#5: AS PESSOAS FICAM TE PERGUNTANDO AS HORAS

Você está numa sala com 10 pessoas. Só você tem um relógio. Você acha que elas vão perguntar as horas para quem? Para mim que não, que eu não tenho relógio. Vão perguntar é para você, ô Faustão. Aí você vai ficar falando as horas o tempo todo. Muitos pensariam “Hey, é uma excelente forma de começar uma conversa! É como ter um isqueiro, daí vem uma gatinha e me pergunta se eu tenho fogo (risos)!” Eu pensaria o seguinte: Hey, que IMBECIL não serve para nada na vida fora ser um relógio vivo? Você acha que alguma mulher vai falar “WOW, ELE ME DISSE QUE SÃO 3 E MEIA, ENTÃO LOGICAMENTE VOU DAR PARA ESSE CARA.”

#6: RELÓGIOS COM TODAS AS HORAS DO GLOBO

Não é todo mundo que tem, mas já vi um monte de gente que tem ostentando isso. Esses relógios com todos os fusos-horários, cara, que troço chato. “NOSSA, OLHA COMO MEU RELÓGIO É FODA, SEI QUE HORAS SÃO EM MOSCOU OU LONDRES. LEGAL, NÉ? OLHA SÓ AS HORAS NA HOLANDA! O QUÊ? SE EU JÁ ESTIVE EM ALGUM DESSES LUGARES? Errr… não.”

#7: É EXIBIR INFORMAÇÃO À TOA

Você anda por aí com o DICIONÁRIO tatuado? Anda por aí com uma camiseta com as instruções sobre como evitar a gripe suína? Por que vai andar por aí com AS HORAS?

Acho que esse é meu argumento mais sólido, então eu fico por aqui.

Esse Brasil, malandro!

Motivos para não ir ao teatro

Tava para falar disso há um tempinho. Vamos nessa.

#1: INVENTARAM O CINEMA.

Você usa o TELÉGRAFO para paquerar aquela gatinha do Sul? Nada, você usa o MSN, o SMS e o telefone se tu tiver o plano Infinity que o Didi tem também.

E da mesma forma que você não usa um treco arcaico para se comunicar, você não precisa usar um treco arcaico para se entreter.

Tipo, PENSE NOS ATORES. Toda-noite-fazendo-aquilo. Você acha que eles querem estar lá? Ninguém quer isso. Imagina o quão felizes ficaram os atores quando alguém falou “Aê, agora eu posso GRAVAR VOCÊS. Vão fazer uma vez só essa parada, valeu? Não 300 vezes e ter um derrame no fim da temporada.”

Tipo, é o sonho de todo ator. Ir em frente e alcançar novos objetivos, fazer novas cenas com novos personagens. A atriz Rita Cadilac mesmo disse que os filmes que surgiram após sua estreia nas Brasileirinhas foram uso de cenas gravadas para o primeiro. Rolou um reaproveitamento. E isso é muito bem visto nos dias de hoje. Imagina se conseguissem fazer isso com Matrix.

Fora que quem gosta de teatro, provavelmente vai estar paquerando o gatinho do Sul…

#2: NÃO HÁ EXPLOSÕES NO TEATRO.

Eu acho que isso diz tudo. Next.

#3: INTERATIVIDADE.

Sabe quando aquele personagem carismático e folgado vem interagir com você numa peça? Fica te chamando de viado, de broxa, de gordo e careca quando tu tá ali no primeiro encontro com uma gatinha - e tu pagou pelos ingressos para ver esse FILHODAPUTA? Tu não tem vontade de bater a merda para fora dele? Bom, eu tenho. Essas coisas não acontecem no cinema. O The Rock não vem e dá uma PAULADA na sua cara.

#4: THE ROCK NÃO É UM ATOR DE TEATRO.

Filme mais foda que Shakespeare

Isso é um motivo para ir só ao cinema. Acho que todos podemos concordar com isso.

#5: AMIGOS ATORES.

Muito chato ter amigos atores de teatro. Eles estão sempre fazendo peças e falando para você “ir lá que tá show de bola e o pessoal tá adorando” quando não tá indo tanta gente assim ou “ir lá que tá meio fraco de público” o que pelo menos indica um traço de sinceridade.

Você não quer ir na peça porque: você não gosta de teatro, o tema da peça não te agrada tanto assim e francamente, você nem é tão amigo desse seu amigo ator de teatro. Mas o cara fica apelando “Vai lá, brother, vai ser legal…” SE NINGUÉM TÁ INDO, É PORQUE NÃO É LEGAL, NÉ.

Tipo, o MATT DAMON não fica “Aí Ronald, vai lá ver o Ultimato Bourne essa semana POR FAVOR.”

Isso acontece porque o Matt Damon filmou o filme uma vez e PRONTO. Ele não tá lá toda semana, então não tem essa carência toda de gente indo vê-lo. E também porque o filme do Matt Damon é bom e a peça do meu amigo não.

#6: LUGARES MARCADOS.

Cinema é ROCK’N ROLL. Tu compra o ingresso e CAÇA o melhor lugar lá dentro. No teatro você pode escolher com calma sua POLTRONA e isso é muito FRUTINHA. “Ai gente, escolhi meu lugar com muito conforto e comodidade.”

Odeio essa gente que quer conforto e comodidade. Mano, a VIDA NÃO TEM CONFORTO E COMODIDADE.

É a mesma turma que usa Mac “porque não tem vírus.” Mano, a VIDA REAL TEM VÍRUS. Se tu não consegue navegar na Internet sem evitar pegar vírus usando um PC, tu NÃO MERECE VIVER.

#7: ATORES DE TEATRO DIZEM “MERDA” ANTES DE COMEÇAR UM ESPETÁCULO PARA DAR SORTE.

Isso é totalmente imbecil. Eles dizem isso numa onda meio “Olha que IRÔNICO nós somos.” Morro de vergonha quando vejo alguma coisa do tipo. Gostaria que não fosse IRONIA e sim SINCERIDADE do tipo “Essa peça vai ser uma MERDA mesmo.”

Esse Brasil, malandro!

Os problemas de um primeiro encontro

Eu sei lá qual foi a última vez que eu tive um encontro. Eu acho que nunca tive mesmo. Como diria o grande Chico Barney, “isso é coisa de americano bundão“. Não é por causa de sangue azul que o Chico é rei.

Eu tenho um método de “paquera” bem ineficiente: eu sou foda. Só isso. Eu não dou em cima de fato, mas vou sendo foda por semanas, demonstrando todo meu fator Cavaleiro do Zodíaco “DO BEM” até que a menina diz “Opa, esse aí não é nada mal!” Mas em, sei lá, 99% dos casos dá errado e a gente vai parar na zona da amizade, um eufemismo muito web 2.0 para “você vira o arroz”. Às vezes é bacana e você faz uma amiga legal, o que é bem-vindo. Mas às vezes você passa anos se arrastando e se humilhando em um amor platônico. E às vezes não dá numa coisa nem outra, o que é bom também.

Ah, rola também um lance chamado “amiga de foda”. Não comigo, mas rola com esses caras aí - os famosos caras espertos.

Vamos à PROBLEMÁTICA dos encontros:

PRIMEIRO PROBLEMA: aonde levar a menina. Jantar é coisa de velho. Cinema é coisa de teenager. Jantar e cinema é coisa de velho que paga de teenager - e vice-versa. Mas eu meio que gosto da idéia do cinema, porque se o filme for bom, são 2 horas de qualidade creditadas na sua conta. Se for ruim, idem; mas há a vantagem dos comentários sarcásticos feitos durante o filme - mas aí depende de você! Serão 2 horas de qualidade novamente. E melhor, merecidas!

Problema é se você for um idiota que não entende o filme que tá passando - e ela tá adorando - e começar a fazer comentários desagradáveis.

“Porra, esses dois cowboys viados hein.”

Se bem que eu sou fã de simplesmente beber algo, porque assim, não que eu seja desses “aweeeee vammmooo beberrrrrr gahhhh!!!!!!!! gostosa!“, mas é a melhor coisa porque acalma os nervos e isso é muito importante. Mas só vale se a acompanhante beber junto. Não que eu pense, “Ok, bebe isso aqui que só assim para você querer algo comigo”, mas… bom, eu acho que é isso mesmo que penso.

SEGUNDO PROBLEMA: Haverá uma conversa. Vendo tv, eu aprendi que primeiro encontro tem conversa. E eu não sou interessante o bastante para sustentar 2 horas de conversa até a menina sacar que vale a pena alguma coisa ali. Eu simplesmente tenho essa humildade. Eu acho que sei abordar uns 3 assuntos interessantes no máximo, e pretendo utilizá-los durante a conversa com muita sabedoria. A mesma tática de uso do especial em Streets of Rage em que você chama a polícia.

Nota mental: não fazer piadas sobre video-games.

Mas então, para ter assunto, eu penso levar um jornal. Imagina que clima maneiro: você, a gata, um choppinho e o caderno de finanças. Nenhuma mulher resiste.

Fora que dá para ler o Segundo Caderno e lá tem umas dicas culturais para fazer caso a conversa não esteja fluindo muito bem mesmo. Tem o obituário caso a menina seja gótica. E se for um encontro ruim, depois você pode ler classificados, na seção de acompanhantes.

TERCEIRO PROBLEMA: Não é bem um problema mas uma ideia que me deram, a de fazer um encontro de casais, ou um DOUBLE DATE, como diria o amigo que viu Friends demais. Sabe, levar um casal no encontro, pois assim você age de uma forma mais descontraída, não havendo tensão sobre você, etc, etc… - tsc, tsc. Idéia ruim. Duvido que alguém se saia tão mal quanto eu num encontro. Então a gente acabaria tendo que assistir um casal mandando bem pra caramba, altamente entrosado, e a gente lá “É. Streets of Rage.” Não quero isso. É capaz dela ir se bandear pro lado deles. Seria estranho. Interessante - em algum nível pornográfico - mas estranho. Idéia ruim.

QUARTO PROBLEMA: Devo legar algum jogo? Tipo, não tô falando daqueles DADOS DO PRAZER não. Tô falando de Uno, batalha-naval, resta-um. Ou um Genius! Puta, isso sim é romance! Genius! TENHO que levar um Genius. Eu me apaixonaria por uma pessoa que levasse um genius quando fossemos sair.

Sem antes deixar de pedir sua carteira de identidade, logicamente.

QUINTO PROBLEMA: Sou eu. Faltando 20 minutos pro encontro em si, vou avisar que estou doente e desmarcar tudo. Muita pressão.

“Assistindo pornografia e lidando com o pênis” com Ronald Rios e cia

Outro dia tava jogando videogame com meus amigos Pedro e Anderson, quando a gente decidiu parar para comer uma pizza - a segunda da noite. Desligamos o PlayStation e fomos ver TV. É claro que depois de ficar com o cérebro detonado por horas de exposição à computação gráfica e mussarela, não tivemos outra escolha a não ser colocar no Sexy Hot. Honestamente, eu não gosto de assistir filmes pornôs com outro homem. Para mim isso é MEIO GAY porque eu tenho a sensação de que de alguma forma tem uma atmosfera sexual rolando - contra a vontade de todos. Tipo, se eu tivesse sozinho, iria bater uma. Então eu só não tô batendo uma porque tem outro cara aqui do meu lado. Sei lá, não fico confortável quando tão rolando várias ereções num quarto ao mesmo tempo sem nenhuma mulher ao redor. Fora que, se liga: BOA PARTE DAS MEINHAS (troca-troca, chame como quiser) acontece a partir de dois caras vendo pornografia juntos. Veja bem, eu não disse que ver pornografia junto dá nisso, mas tem muito maluco por aí dando porque tava vendo VHS da Brasileirinhas com um brother mais esperto e persuasivo!

Mas voltando ao filme que passava na tv: tinha essa atriz, muito talentosa, praticando o - como diria Ulisses Mattos - amor-oral num rapaz lá. Daí o Pedro reclama:

- Não quero ver isso não.

- Por quê? - eu pergunto.

- Porra, não gosto de ver a mulher fazendo isso no cara não.

- Não?

- É, cara, tô comendo aqui, e ele ali com o pênis na boca dela. Não curto ver o pênis de outro cara.

- Ah entendi.

- Entendeu?

- Sim, sim.

- E tu não tem problema com isso?

- Eu não, Pedro. Eu imagino que é o meu pênis. - ensinei o truque.

E eu sempre faço isso mesmo. É assim que você tolera um pênis na tela: fingindo que ele é seu. Curiosamente, eu não gosto de ver filmes com atores pornôs negros justamente por isso, porque não tem como eu disfarçar e fingir que é meu. Pênis branco o meu cérebro até pensa “É meu, tá tudo bem”, agora pênis negro - bem como pênis azuis nesses hentais de Smurf que tem por aí - não rola.

O Anderson deu uma risada da dica que dei. Então eu disse:

- Tenta fazer o que eu faço, Pedro. Você vai ficar mais confortável.

- Certo.

30 segundos se passam.

- Não dá, cara. Continuo achando nojentão!

- Sério? Mas você fez o que eu mandei?

- Sim, cara! Eu fiquei imaginando o seu pênis, e mesmo assim não deu certo!

Constrangedor, ABS.

A incoerência monetária do rap

Vocês não acham estranhos que nos clipes de rap, os rappers fiquem clamando que nada interessa para eles, exceto pelo dinheiro? Mas nos mesmos clipes, os mesmos rappers ficam… atirando dinheiro pra todos os cantos! E jogando champagne em cima das vagabundas ao invés de beberem, uma bagunça!

Velho, eu adoro videogames. Tu NUNCA vai me ver tacando um Nintendo DS no pro alto, para provar que eu tenho um Nintendo DS.

Eu adoro minha mulher. Você nunca vai me ver jogando ela pela janela.

Não faz sentido. Se eles amam tanto assim o dinheiro, por que disperdiçá-lo? Se eu amasse dinheiro tanto assim - e tivesse tanto assim - eu ia simplesmente agarrá-lo! Esse é um clipe de rap que eu quero ver! Imagina só: os rappers cantando loucamente com as vagabundas e tudo mais, então de repente eles avistam uma pilha de dinheiro e se jogam sobre ela, para em seguida irem enchendo os bolsos com o máximo possível. De repente um deles pega o celular e ao invés de mandar alguém de sua entourage matar alguém - um serviço que custaria dinheiro, eu presumo -, ele diz: “Eu tenho uma grana aqui e vou investir nas ações da Google. Elas estão quentes, cara.”

Aí sim eles iam mostrar que gostam de dinheiro. Não jogando fora - especialmente em tempos de crise como essa que vivemos. Eu às vezes fico pensando no dia que acabar a água potável. O que os rappers farão? Vão dar dar banho nas vagabundas com água?

O rap deveria ter caído na mão dos judeus.

Mané Dia do Amigo!

Dia agitado para quem tem um milhão de amigos

Hoje é dia do amigo. Aaí você pensa “E daí?”. É mais ou menos isso que eu penso também. Mas eu penso isso sobre todos os outros feriados - exceto o carnaval, pela excelente cobertura ginecológica da Bandeirantes. Aliás, nem isso tem mais, depois que começou a ser exibido o programa do Missionário RR Soares na emissora, não tem mais bailes de carnaval no Rio passando na madrugada da emissora. No máximo passa as pessoas pegando sapinho em Salvador. Vouyer de beijo é triste - embora eu tenho um amigo que vá para a balada para SECAR casal se beijando.

Muito bem relacionado eu sou.

Hoje já recebi cerca de 30 e-mails e scraps me desejando “Feliz dia do amigo! Passe essa mensagem para 5 pessoas e suas amizades durarão para sempre! Do contrário, sua vida ficará cheia de tristeza, dor e amargura por 7 anos.”

Opa, obrigado meu amigo. Obrigado mesmo, de coração.

E isso de “desejar” feliz dia do amigo? Até quando os feriados vão fazer as pessoas desejarem “felizes dias”? E o feliz natal? É um dia de folga! É como um domingo, mas com comida boa e crianças de 12 anos tomando champagne do lado dos avós. Eu não suporto isso de TER que desejar coisas para as outras. No aniversário do meu vizinho, eu fiz questão de ir até à casa dele e disse: “Olha, eu desejo que você fique surdo e nunca mais toque Jorge Vercilo no último volume nas manhãs de domingo.”

E o problema do dia do amigo é que ele só tem gente desejando. Nem feriado tem. Ou seja, você tem que que ficar desejando feliz dia do amigo para as pessoas do trabalho, que nem realmente são suas amigas, vamos encarar isso. É errado você passar o dia do amigo ao lado do seu chefe. Total distorção de valores. É como passar o Natal, não celebrando o nascimento do menino Jesus, mas sei lá, assistindo um especial de tv do Ozzy Osbourne.

Mas meu vizinho continua tocando Jorge Vercilo todo domingo. E já que nada vai me fazer desistir do amor, não me venham com desejar “feliz dia” disso ou daquilo. Sinceramente, eu achava que o “Feliz ano novo” já cobria todas as bases, já que você deseja um ano todo de felicidade. “Feliz anovo” é o green-card para não ter que dar “feliz-dia específico”, afinal de contas o dia tá dentro do ano que eu desejei que fosse feliz!

Aliás.. eu não quero ser chato, mas o próprio “feliz ano novo” já me deixa meio constrangido. Ainda mais se você não conhece a pessoa. Tipo, você diz isso na festa para quebrar o gelo, quando estão na mesa das comidas passando molho rosê no ovo de codorna:

- Feliz ano novo.

- Opa, feliz. Feliz ano novo.

- Tem o que nesse molho? Será que tem corante amarelo? Eu sou alérgico…

Assim, só por protoloco. E é bom que você se preocupe mais com as consequências de comer algo a que você tem alergia do que com o feliz ano novo daquele que você não conhece. Senão ele vai ter um feliz ano novo e você vai desfrutar só uns 20 minutinhos disso.

Aliás, deixa eu entrar rapidinho nesse assunto de réveillon.

Estamos em julho, e repara só: a partir dessa época as pessoas já começam a falar “Nossa, como o ano tá passando correndo hein! Como esse ano correu!”

É incrível, cara. Tipo, as pessoas só começam o ano depois do carnaval, enforcam em todos os feriado e se espantam que ele passe rápido!

E assim, eu vejo as pessoas exagerando um bocado na hora de dizer que o ano tá passando rápido. Antigamente eu via gente dizendo isso em setembro. Ok, setembro eu entendo, o ano tá indo pro fim já. Mas depois passei a ver em agosto. Julho, junho. E juro que já vi gente espantada com a “a velocidade com que o ano tá passando” em MAIO. Sério mesmo, os anos não passam tão rápidos assim. Todo ano tem a mesma velocidade. Tem ano até que demora mais para passar, por causa de um dia a mais em fevereiro. Se os anos estiverem passando tão mais rápidos assim como essa gente diz, um dia acontecerá isso:

- 10, 9, 8, 7, 6, 5, 4, 3, 2, 1! Feliz ano novo!

- Feliz ano novo! Êêê!

- Mas rapaz…

- O quê?

- Já estamos em… 20 segundos de 2010!

- E daí?

- 10, 9, 8, 7, 6, 5, 4, 3, 2, 1! Feliz 2011!

- O quê?

- Feliz 2012!

Gente estúpida.

Mas beleza, voltemos ao dia do amigo. Há um problema na data, fora o fato de você ter que trabalhar. Porque assim, exceto por você receber 30 e-mails desejando felicidades/amaldiçoando sua vida, você não ganha nada de verdade. Nem um CD. Um CD-R feito no computador, tipo uma seleção de músicas, sabe? Onde as pessoas colocam aquela música “I’ll Be There For You”, tema do Friends, essas coisas. Nem esta porra você ganha. Em contrapartida, nego dá carro no dia dos namorados. Sendo que se somar a vida toda, você fica mais tempo ao lado de um amigo do que de uma namorada.

E aí você pensa “Amigo é amigo, pô. Namorada é diferente, porque a gente faz… você sabe.”

Bom, aí é que a desculpa é tola, porque tem gente que só faz sexo com prostitutas, e nem por isso elas têm um dia para ganharem presentes caros, já que já recebem pelo trabalho. Aliás, no dia delas, provavelmente role só alguma ação social da prefeitura para ver quem tá com HPV ou algo do tipo. Lamentável.

Proponho então o Dia das Prostitutas! Caindo bem no dia 20 de julho. Vamos ver se o dia do amigo consegue aguentar essa barra!

Ronald Rios continua fugindo da gripe suína

Semana passada voltava de uma gravação, quando vi um cara dando um baita espirrão no ônibus. Com medo da gripe, voei com a mão na minha boca, arregalei os olhos e fui o mais rápido possível para o fundo do ônibus. Muitas pessoas me olharam com reprovação, inclusive o próprio cara. Daí ele gritou lá da frente:

- NÃO É COMO SE EU TIVESSE UMA DOENÇA CONTAGIOSA!!!

E eu:

- NA VERDADE É EXATAMENTE ISSO!!!

Veja bem, molecada, a gente tá vivendo uma PANDEMIA sinistra. Toda hora que eu ligo a tv, tem algum caso de gripe surgindo aqui no Brasil. Logo temer é absolutamente normal. Então se alguém espirrou, é bem possível que seja gripe. E se é gripe, pode ser a SUÍNA, (Mané TIPO A, maior palhaçada, H1N1, QUEM VAI FALAR H1N1, CARALHO? E “tipo A” é algo que soa maneiro demais para ser uma doença. Manja nos raps dos Racionais, que o cara manda “SOU UM PRETO TIPO A!”.) Então eu tenho que tomar cuidado para não lidar com o vírus. Logo me afastei do cara o mais rápido que pude. E tipo, não é como se eu tivesse dado um chute na barriga dele e corrido pro fundo. Eu não tentei ser escroto ou nada do tipo. Eu só saí de perto.

O problema é que a gente vive numa sociedade onde as pessoas têm medo de magoar as outras. E pior, onde as pessoas são facilmente magoáveis - nunca pelos motivos justos. A gente não pode expressar nossos medos. É como quando você fica meio BOLADO de andar perto de alguém estranho que tenha manchas na pele. Tipo, eu não sei vocês, mas eu afasto ASSIM. Eu não sei se a pessoa tem alguma doença malucona e nem vou ficar esperando aparecer a imagem da Nossa Senhora desenhada nas minhas costas para me afastar de alguém que eu LÁ SEI O QUE TEM. Eu me afasto de imediato. Não vou gritar “SAI DAÍ Ô MANCHÃO!” Mas vou me afastar.

Daí o cara respondeu:

- Você não sabe de nada, maluco.

- Sei que você espirrou. Sei que tem uma doença COMENDO FODIDO por aí e sei que não vou arriscar. - gritei lá do fundo.

No que uma velhinha me apoiou:

- É isso aí! Eu tenho 79 anos, se pegar essa gripe, empacoto!

Pensei: “Ok, não é a melhor advogada de defesa que eu poderia arrumar, porque veja bem, ela está para empacotar de qualquer forma, com ou sem gripe. Mas tudo bem.”

- É isso aí, tiazinha. Eles não entende que eu não fiz nada demais.

Nisso uma loira bem gostosona com uma pinta bem de vagabunda DAQUELAS, no melhor estilo LIXO BRANCO, parou ao lado do maluco que tinha espirrado e mandou para mim:

- Tem que parar de ser preconceituoso, garoto! Teve educação em casa não? Precisava sair correndo?

Devolvi NA LATA:

- Eu aposto que você tem Hepatite B e por isso não tá nem aí!

E ela:

- Como você sabia?

O silêncio e o constrangimento tomaram o ônibus como a gripe suína tomou a Argentina.

Ironicamente, o próprio maluco que havia espirrado se afastou de sua advogada venérea. Daí meio que surgiram pequenos focos de discussão, com umas pessoas falando “Ah que falta de educação!”, enquanto outras diziam “Ah dá para entender isso… eu acho que faria o mesmo!” até que a vida seguiu, as pessoas iam descendo, o ônibus ia renovando sua frequência, meu ponto de descida chegou, eu puxei sinal, alguns passageiros olharam para mim, lembrando da discussão que haviam acabado de presenciar. Eu olhei de volta para eles e mandei:

- ATCHIM!

Colocando assim o medo e a paranoia no coração do suburbano!

Ronald Rios e suas considerações sobre sexo

As mulheres não gostam tanto de sexo como os homens. As mulheres gostam - mas não tanto. Pra começar, tem dias que elas não querem fazer sexo. Não estão chateadas ou tristes, apenas não querem. Isso é algo que acontece também com os homens quando, por exemplo, NUNCA. Os homens nunca não querem fazer sexo. Você nunca vai ver um homem falar “Querida, hoje não.”

E eu aposto que alguma mulher que lê isso tá pensando “Não, mas às vezes o meu namorado chega em casa tão cansado que só quer dormir mesmo!”

É porque ele não sabe que você quer fazer sexo.

Se ele souber, ele vai querer fazer sexo. Se ele ACHAR, ele já vai querer. Sexo muda tudo para o homem. O homem encara o sexo de outra forma que a mulher. Sexo não é a prioridade da mulher. Uma mulher deixa de fazer sexo porque ela tem alguma coisa construtiva para fazer. O homem deixa de fazer qualquer coisa construtiva para fazer sexo. Aliás, ele é capaz de destruir algo se isso se meter no caminho entre ele e sexo. Foi assim que convenceram o primeiro Homem-Bala a fazer o serviço. “Olha só, tem uma mulher nua fora do circo. Mas a gente tá trancado aqui dentro. Para você sair daqui, você tem que destruir a lona.”

O cara já tinha entrado no canhão quando o outro disse “mulher nua”.

Pedido de desculpas, por exemplo: se uma mulher foi pentelha com o namorado, encheu o saco dele, ou fez alguma merda e quer se redimir, o que ela faz? Dá pra ele. E se o homem fez alguma merda? Ele tem que comprar alguma coisa, escrever uma carta, se ajoelhar, mostrar que está sendo sincero e… comprar alguma coisa. É incrível o tanto de coisas que os homens compram para pedir desculpas. Pense no efeito que isso causa na economia, essa Indústria do Perdão. Se os homens começassem a agir todos exemplarmente, sem nunca errar com suas mulheres, eu aposto que metade das floriculturas iriam falir. E se as mulheres agissem sempre direito, sem nunca vacilarem com seus namorados, eu aposto que metade das pessoas que estão lendo esse texto não teriam nascido. Metade das pessoas nasceu a partir de um “Eu sei que eu fui grossa, mas vem aqui que vou te recompensar.”

Eu disse que o homem nunca recusa sexo e isso é verdade. Mas às vezes ele não… consegue fazer. Todo homem já passou por essa de broxar. É terrível, é o pior pesadelo que o homem pode passar. É a maior sensação de desperdício que o homem conhece. Para passar uma ideia para as mulheres do que é isso, broxar é como você dar 400 reais num ingresso VIP pro show do Oasis, daí você chega no local do show, a banda entra no palco, vão começar a tocar e você FICA SURDO.

Você ouvia Oasis O TEMPO TODO EM CASA SOZINHO e na hora do show, você fica surdo. Você não entende:

“Essa é a primeira vez que eu fico surdo… normalmente eu ouço tão bem, eu ouço duas vezes. Na primeira vez eu ouço rapidinho, mas na segunda eu já consigo ouvir um pouco mais.”

Aliás, esse papo de “isso nunca me aconteceu antes, essa é a primeira vez que isso acontece” é totalmente estúpido. Por que ser a primeira vez tem que tornar o cara isento de culpa? Nenhum homicida pode alegar isso. “Essa é a primeira vez que eu mato uma pessoa.” Eu queria ver um dia um cara falando* depois de falhar: “Olha… essa é a OITAVA VEZ que isso me acontece. Eu já esperava isso. Pelo menos o jantar estava bom, né? Lasanha de molho branco. Gosto muito.”

Tem gente que toma Viagra. E fora uma ereção monstruosa, o efeito colateral do Viagra é uma enxaqueca filhadaputa. É curioso você pensar nisso, porque a mulher deixa de fazer sexo quando tem dor de cabeça. E o homem diz “Ok, eu vou ter dor de cabeça, mas você garante que eu vou fazer sexo durante isso?”

*Não queria ver, pois eu teria que estar com ele. Queria ouvir falar disso…

O que vou fazer com os 45 milhões que vou ganhar daqui a pouco, abs

Amanhã, senhoras e senhores, rola mais um sorteio da Mega-Sena. O prêmio tá mais ou menos em uns 45 milhões de reais. Resolvi jogar. Isso é um fenômeno curioso: por que as pessoas resolvem jogar só quando está acumulado? Por que jogar só quando a Mega-Sena vira notícia do Jornal Nacional? Eu tento entender esse raciocínio humano. É tipo: “4 milhões não vão mudar minha vida, agora 40 milhões, ah sim, agora sim vale a pena eu investir meu R$1,75.” É isso?

As pessoas tem uma tendência a subestimar muito dinheiro quando ele é posto em comparação a mais dinheiro ainda. Um exemplo disso é o Show do Milhão. Tipo que o cara tá com 100 mil e vai responder a questão de 200 mil. Se ele parar, ele fica com 100 mil, mas se perder, ele fica com 50 mil (acho que são 25, se pá). Daí o cara vai, ERRA e se fode, porque acha que vale a pena arriscar 50 mil LIKE THIS, sendo que ele não ganha 50 mil NUM ANO. Pior é quando o cara responde a pergunta de 1 milhão e ERRA, que aí ele perde tudo porque 500 mil reais não era bom o bastante. Velho, se eu chegasse na pergunta de um milhão, eu ia falar:

- Sílvio Santos, NEM COLOCA NA TELA, não tenho interesse. 500 mil é muito dinheiro para mim. Para mim, o programa chama Show dos 500 Mil. Ganhei already.

- Mas Ronald…

- Nigga please, nem vem. Nem que a pergunta seja “2+2=?” e todas as respostas sejam “4″ e eu tenha ajuda dos universitários, das placas, das cartas, duma tabuada, do molequinho do Sexto Sentido, DO CARALHO, muito obrigado, fico com meus 500 mil, valeu Sílvão, AQUELE abraço.

Mas eu estava falando sobre a Mega-Sena.

Confira os números em que apostei:

Foi meio aleatório, meio no instinto e MEIO MERDA. Só quando recebi o canhoto, que vi que marquei 3 números dentro da “casa dos 20″: 20, 22 e 26. A chance de dar esses números é bem pequena. E é exatamente por isso que eu sei que vou ganhar: sempre que eu jogo na Mega-Sena, digo “Olha quantos números FODA! Vou ganhar.” E nunca ganho. Agora que eu tenho certeza que os números são merda, com certeza vou faturar o grande prêmio. Siga a lógica, amigo.

Aliás, falando em canhoto, lembro de uma época em que eu e uns amigos brincávamos de ROLETA-RUSSA MONETÁRIA. O jogo funciona assim: você faz 6 jogos na Mega-Sena, e um dia antes do sorteio, você joga fora um dos canhotos. É virtualmente jogar fora 30 milhões de reais!

Claro que no dia seguinte, quando o sorteio sai e os números não têm nada a ver com o que você apostou, a ONDA vai embora. Mas durante 24 horas, é praticamente como ter escapado dum tiro na cabeça.

Praticamente.

Uma coisa muito legal na Mega-Sena é o fator “SONHO”. Quando você joga, você se permite sonhar. Eu, por exemplo, vou pegar uns 2 milhões, contratar um matador de aluguel e matar meia-dúzia de pessoas que me incomodam. Na verdade, make it 12. Na verdade, vou fazer é o Fundo Ronald Rios de Acerto de Contas. Ah, e também vou dar 10 milhões para o Pedro Bial gravar um vídeo fumando crack numa latinha de cerveja e colocar isso no YouTube.

O único problema de ganhar na Mega-Sena, para mim, vai ser avisar a minha mãe disso. Minha mãe vai FLIPAR quando eu contar que ganhei. Vai ter um ataque do coração e adeus, Mamãe Rios. Então eu já pensei como fazer isso: com o máximo de sutileza possível:

- Mãe, tenho uma novidade.

- Fala.

- Então… ganhei um estágio.

- Ah que bom, filho, parabéns!

- Valeu, valeu… não é remunerado… mas já é algo.

- Parabéns, filho. De verdade.

Minutos depois

- Então, mãe, ligaram lá da FIRMA… vão me dar uma bolsa de 300 reais. Olha que legal, né?

- Ah muito bom, meu filho.

- Valeu, mãe.

2 horas depois

- Mãe, eles acreditaram tanto em mim que me efetivaram! Vou ganhar 3 mil por mês.

- Que sensacional, Ronald! Tô muito orgulhosa de você! Vou até fazer um bolo!

No dia seguinte, ainda sutil

- MÃE, ACHARAM PETRÓLEO NO MEU ESCRITÓRIO, TAMO RICO!

Você repara que está envelhecendo pela sua lista de compras

Você repara que está envelhecendo pela sua lista de compras. Quando você é criança, de 6 a 8 anos, você compra doces. Na maior parte do tempo compra guloseimas porque você quer guloseimas, mas quando você não quer a guloseima, você quer o brinquedo que vem com a guloseima, deixando o produto 200% mais caro. Mas para você isso faz total sentido. Só os fortes sobreviveram à TAZOMANIA nos anos 90.

Quando você está com uns 10, 12 anos, você vai na padaria comprar pão pros seus pais. Com o troco, você compra guloseimas. Ali por volta dos 14 anos, você compra álcool. Digo, por volta dos 18. Eu disse 14? Não, não, é por volta dos 18 mesmo. Devo estar me confundindo. É o que acontece quando você bebe desde os 14. Ali nos 20, 22, 24, você começa a ganhar um pouco de responsabilidade e começa a comprar ARROZ, MANTEIGA e CAFÉ. Eu compro café, gente. Compro ovo, leite, açúcar. Sei quando as coisas estão na promoção, sei qual mercado vende tal produto mais barato. É meio ridículo e meio bacana ao mesmo tempo. Bacana porque rola aquele lance de saber empregar bem o dinheiro e ridículo porque sei lá, o Roberto Justus não sabe a diferença de preço entre os supermercados, e ele sabe empregar o dinheiro dele muito melhor que eu, o que destroi a condição de “bacana”, me deixando só ridículo mesmo. A propósito, o Roberto Justus pode comprar o mercado inteiro sem nem olhar o preço. Já eu, pechinchando compro a porta do mercado, mas não tenho dinheiro pro táxi para trazer para casa.

Minha namorada sabe que quando eu saio, passo um tempo com um monte de mulheres tatuadas fogosas. Mulheres de 40 anos que me dão dicas sobre queijos e pedaços de frango. As tatuagens são as varizes que essas mulheres ganham nas pernas por carregarem as bolsas do mercado. Fogosas é porque aos 40 todas estão na menopausa. Você nunca se perguntou por que o supermercado é tão gelado? Não é para conservar produtos, é para manter essas mulheres confortáveis.

A vida vai seguindo e você continua comprando ovos, leite e açúcar. Só que agora você volta a comprar guloseimas, o que significa que você tem 30 anos e filhos. Você compra as guloseimas erradas - normalmente são os biscoitos que você gostava na sua época. Seu filho não liga para isso. Ele curte outras guloseimas, mais coloridas, brilhantes e viajantes. Guloseimas que quando você abre o pacote, acontece o mesmo efeito da maleta misteriosa de Pulp Fiction.

Você vai envelhecendo e envelhecendo. A partir de um momento, você não faz mais as compras e volta a comprar só o pão. Isso significa que você tem 60 anos. Você compra pão porque seu julgamento está prejudicado e essa é a única responsabilidade que alguém confia a você. Se você comprar errado, não tem problema, porque tem pão-de-forma no armário. Daí você passa 20 anos comprando pão. O truque é comprar cigarros com o troco, para encurtar o processo. Se você não for fumante, você pode voltar aos 10 anos e comprar doce com o troco, a fim de arrumar uma diabetes. Problema é que podem cortar sua perna no processo, o que não é legal. Então aprenda a fumar, porque uma enfisema é mais legal que diabetes. É até mais socialmente aceitável, serve mais como exemplo de algo ruim do que a diabetes mesmo. As pessoas não ligam para diabetes. Você nunca comprou um pacote de Trakinas onde na embalagem tivesse uma foto dum homem super gordo ou sem as pernas, né?

E você? A sua lista de compras remete à sua idade?

6 motivos que provam que o homem não foi à Lua

Eu acredito que o homem nunca foi a Lua. Meus argumentos:

1) É muito difícil.

2) Se ele foi em 69, por que não voltou agora, com mais tecnologia?

3) Eu explico o porquê: mentir sobre ir à Lua naquela época era mais fácil, não tinha a Internet para o pessoal ficar falando “Ah é fake, olha as sombras, olha o reflexo do estúdio no capacete dele, é viral do Red-Bull, olha ali, a bola não pode bater na trave 4 vezes seguidas…”

4) Ir à Lua é muito difícil. Eu sei que já disse isso, mas é muito difícil. A Lua é um lugar que você só pode ver a noite, na hora de dormir. Se você está dormindo, não pode dirigir. Veja só os caminhoneiros: têm que tomar drogas e estuprar adolescentes para dirigirem à noite. Caminhoneiros não são bons exemplos. Eles se vestem como lésbicas. Ou o contrário. É tudo muito confuso.

5) O ditado que conhecemos é “Quem tem boca, vai à Roma.” Mas ele na verdade é uma variação de “Quem tem boca, mente sobre ter ido à Lua.”

6) A gente consegue perder um avião assim que ele sai de Fernando de Noronha. Imagina se ele saísse da Exosfera…